Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Já pensou se você estivesse agora no universo de “O Exterminador do Futuro“? Talvez você provavelmente já teria virado poeira no dia que marca o começo do fim para a humanidade nos filmes. O chamado “Dia do Julgamento” seria hoje, 29 de agosto.
Para os fãs da trama, essa data marca o início das máquinas ganhando vida e sendo responsáveis por desencadear uma série de eventos catastróficos no planeta. O filme, estrelado por Arnold Schwarzenegger em 1985, revolucionou o cinema com ação e tecnologia.
Ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o jornalista e crítico de cinema Ivanildo Pereira, explica o momento em que a Skynet, uma inteligência artificial que controla o sistema armamentista dos EUA, se rebela e desencadeia uma destruição nuclear.
“Isso se tornou um ícone cultural. Desde o lançamento do filme, fãs de ficção científica e entusiastas da cultura nerd celebram esta data como o Dia do Julgamento Final, uma lembrança das temáticas apocalípticas que o filme aborda“, comenta Ivanildo.
Pereira destaca que o conceito de uma inteligência artificial que ameaça a humanidade não é inédito e já havia sido explorado em várias obras anteriores. No entanto, “O Exterminador do Futuro 2” se destaca como uma obra emblemática devido à sua habilidade de capturar e cristalizar o medo da IA combinado com o temor da guerra nuclear.
“O tema de uma inteligência artificial aniquilando ou escravizando a humanidade não é novo, e foi usado em outros filmes, séries e livros. Exterminador virou emblemático por isso. Hoje vivemos no cenário de inteligência artificial, que só vai se desenvolver ainda mais.”
Ivanildo Pereira, jornalista e crítico de cinema
O crítico também recorda a experiência de assistir ao filme no cinema durante o seu lançamento em Manaus. Ele lembra do impacto que a obra causou, tanto pela ação intensa quanto pelos efeitos visuais revolucionários ainda para época.
“Eu vi no cinema, no lançamento, tive essa sorte. Cinema lotado no Centro de Manaus. Foi realmente um grande impacto pela ação e pelos efeitos visuais extraordinários“, afirma.
A inteligência artificial pode ser uma ameaça?
Quem também conversou com o riosdenotícias.com foi a especialista em inteligência artificial, Laize Minelli, que iniciou sua análise a partir da ideia de que os humanos sempre foram uma ameaça para si mesmos. “Quando a gente pensa na Skynet, a gente lembra de que ela acreditava que os humanos eram uma ameaça para os humanos. Então, ela vinha com uma ideia protetiva que acabou sendo destrutiva“, afirma.
A especialista observa que, na realidade, a tecnologia pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal, e faz uma analogia com o uso de inteligência artificial no cenário militar, como na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, onde drones e robôs são empregados para estratégias de precisão e destruição.
“São drones de exploração super silenciosos, são robôs, são armas que conseguem direcionar exatamente para destruir pontos específicos. Então a gente tem muita tecnologia no militarismo e isso não é de hoje. Inclusive, no próprio filme tem ali para entender como criar um código para destruir e acabar com a inteligência do oponente.”
No entanto, Minelli argumenta que a atual realidade da inteligência artificial não é exatamente como a Skynet do filme. A especialista descreve a IA moderna como uma “caixa preta” ou um sistema cuja complexidade e velocidade de desenvolvimento ainda são amplamente desconhecidos, o que causa inquietação.
“Então a gente precisa ter em mente essa diferença. Nós ainda estamos buscando entender, regularizar, mas a gente se assusta muito com a velocidade de tudo aquilo que ela tá podendo fazer e com a quantidade de acessibilidade nisso. Eu não vejo como uma arma, eu vejo ainda como uma ferramenta que a gente pode decidir o que vai fazer dela“, acrescenta.
“incerteza é a nossa única certeza, e vai ser sempre uma constante enquanto nós estamos desenvolvendo, mas isso é um movimento crescente e que os humanos ainda estão no domínio”
Do Portal Rios