Evento na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia promove cultura ballroom, oficinas educativas e celebra a diversidade na Amazônia
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| Fotos:Divulgação |
A proposta do evento é criar um espaço seguro e representativo para que artistas e ativistas LGBTQIA+ possam se expressar, compartilhar vivências e fortalecer a presença da diversidade na Amazônia. Organizado pelo Coletivo Super Drag Transfronteira, em parceria com o Ecossistema de Impacto Social LGBTI+ — composto pela Aliança Nacional LGBTI+, ABRAFH e Rede GayLatino — o evento é coordenado por Nery Furtado e Jonysson Santos, que também assina a idealização do projeto.
A programação inclui apresentações de artistas locais e oficinas obrigatórias com foco em temas como violências e cultura ballroom. O objetivo é oferecer não apenas um palco de performance, mas também um espaço de educação e fortalecimento comunitário. Segundo Jonysson Santos, a seleção dos participantes será feita com base no comprometimento com as atividades propostas, priorizando a construção de um ambiente acolhedor, seguro e que reflita a diversidade da região.
Para Santos, a arte drag tem um papel político importante, especialmente em territórios fronteiriços e periféricos como Tabatinga. Ele destaca que o evento representa um verdadeiro grito de liberdade. “A arte drag inclusiva é um grito de liberdade que rompe fronteiras. É emocionante ver Tabatinga se tornar referência nesse movimento”, afirma.
O Super Drag Transfronteira se consolida como uma ação cultural e política que reforça a importância da representatividade LGBTQIA+ na Amazônia. As inscrições seguem abertas até o preenchimento das vagas e podem ser feitas através do link https://bit.ly/3GT6uPe. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos números (97) 98805-3144 e (92) 99286-2818.
Este evento representa mais do que uma celebração artística: é um marco na luta por visibilidade, respeito e valorização das identidades LGBTQIA+ em uma das regiões mais diversas e desafiadoras do Brasil.


